Thursday, March 31, 2005

Uma pergunta (by bsc)

Quem terá dito:

«The essence of civilization is that the strong have a duty to protect the weak. In cases where there are serious doubts and questions, the presumption should be in favor of life

a) São Tomás de Aquino

b) Kofi Annan

c) George W. Bush

d) o Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso

e) Thomas More

bsc

Parabéns à Beatriz

A Beatriz foi eleita Vice-Presidente da Comissão Política Concelhia de Lisboa da JP. Foi difícil. A lista única esteve quase a perder...

Wednesday, March 30, 2005

Para quando um novo Tratado de Tordesilhas?

Segundo o Diário Económico, a Agência de Promoção de Exportações do Brasil (APEX) pretende instalar o centro de distribuição de produtos brasileiros para o Sul da Europa e Mediterrâneo em Madrid, e não em Lisboa. Algumas considerações sobre isto:
1 - Eu sempre disse que os brasileiros não são de confiança.
2 - Esta questão deve assumir especial importância na agenda do novo Governo. Se a decisão da APEX se confirmar, Portugal perderá, sem apelo nem agravo, a posição que a História lhe confere em relação ao Brasil e que a identidade cultural entre os dois países deveria potenciar.
3 - Conforme refere Filipe de Botton no Diário Económico, a opção da APEX de instalar o centro em Madrid pode dever-se à agressividade da diplomacia espanhola. Neste caso, como em muitos outros, a vitória da diplomacia espanhola tem por consequência a derrota da diplomacia portuguesa. Até quando é que isto vai durar? Presumo que, com o actual responsável da pasta dos negócios estrangeiros, de vocação marcadamente federalista no que se refere à Europa e uma falta de visão no que se refere às relações transatlânticas, este status quo se mantinha por muitos e maus anos.
4 - Se esta decisão se confirmar, espero que o Primeiro-Ministro e o ministro responsável pela diplomacia nacional respondam à letra ao Governo espanhol, assumindo uma posição de força, contrariamente ao que no passado foi feito no que se refere, por exemplo, à política das pescas (em que fomos pescados, e bem pescados!).
5 - Não aceitarei que as responsabilidades sejam atiradas para o lado (neste caso, para o anterior Governo). Ainda estamos a tempo de salvar a honra do convento e, verdade seja dita, o Dr. Paulo Portas conseguiu muito mais em muito menos tempo. Refiro-me à questão da manutenção em Portugal do Comando da NATO. Refiro-me ao sentido de Estado e ao patriotismo que deve enformar a liderança do País e a defesa dos interesses nacionais. Refiro-me a uma política de direita. Ainda que de um Governo de esquerda...

Tuesday, March 29, 2005

Ainda a TV da Maçonaria...

E o logo é...

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Serviço Público Maçom

O canal 2 vai assinar um protocolo com a Maçonaria. Será que os pivôs vão passar a andar de avental?

Monday, March 28, 2005

A/C Dr. Francisco Louçã

Já diziam os nossos avós: "fala pouco e bem, ter-te-ão por alguém".

Estamos confiantes porque sim!

O Barómetro de Março da Marktest para o DN e a TSF revela que os portugueses estão claramente confiantes no desempenho dos novos ministros. Quando se lhes pergunta se consideram que a actuação dos governantes será positiva ou negativa, o balanço é bastante favorável. Pergunto: qual é o motivo para tanta confiança? A resposta é óbvia: ainda não governaram! Se a moda pega...

O brinquedo flexível

Conforme escrevi no dia 22 de Março, a flexibilização do Pacto de Estabilidade e Crescimento pode fazer perigar o esforço de consolidação orçamental que, bem ou mal, vinha a ser feito pelo anterior Governo. Hoje, é a vez da Associação Industrial Portuguesa (AIP) vir alertar para tal facto. Com efeito, parece-me prudente salientar que a referida flexibilização vem, tão só, permitir a transparência das contas públicas (o que, por si só, já é de salutar), não podendo justificar em caso algum uma margem de crescimento do défice público. Em tempos de maioria absoluta do PS, as perspectivas não são as melhores. E assusta-me pensar que este "brinquedo" foi parar às mãos erradas...

A tradição já não é o que era...

Ontem jogou-se a final do torneio internacional de futebol infantil da Pontinha entre o F. C. Porto e o Boavista. Ganharam os axadrezados. Ao que parece, o F. C. Porto perdeu a última hipótese de conquistar um título este ano...

Sunday, March 27, 2005

Um CD...

The Very Best of Cole Porter

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Um vinho...

Duas Quintas - Reserva '95 (Ramos Pinto)

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Quinta de Ervamoira is located in the heart of the Douro, in schist soil and at low altitude. The grapes are grown in a hot, dry climate, allowing for deep maturation. In granite soil, at a higher altitude, we find Quinta dos Bons Ares where the grapes mature in fresh, windy weather that gives them freshness and vivacity. It was careful tasting that made it possible to join "Duas Quintas" in a unique, fruity, strong and complex wine. Touriga Francesa, Tinta Roriz and Touriga Nacional are the varieties used to produce this wine.
Colour: Lovely red ruby colour, alive and healthy, splend menisque, deep colour.
Flavour: Floral, intense and fruity. Such a pretty nose, with strawberry, blackberry and a hint of vanilla.
Palate: Spicy and delicious wine with deep and powerful fruit. The finish is long and velvety.
Serving Suggestions: It matches with all types of meat and game - specially with garlic dishes. Open the bottle one hour before serving. It should be served at room temperature, between 15ºto 20º.

Um livro...

"O Cego de Sevilha", de Robert Wilson
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Sinopse:
É Semana Santa em Sevilha, a Semana da Páscoa de Paixão e Procissões. Um empresário de renome é encontrado atado, amordaçado e morto em frente da sua televisão. As feridas auto-inflingidas deixam perceber a luta que travou para evitar o horror das imagens que foi forçado a ver. Quando confrontado com esta macabra cena, o Detective de homicídios Javier Falcón sente um medo inexplicável. O que é que podia ser tão terrível?
Cheio de história, tensão e intriga, «O Cego de Sevilha» é um romance intenso que prenderá o leitor até à última página. Um dos mais evocativos, absorventes e inteligentes thrillers psicológicos de sempre.

Thursday, March 24, 2005

Pague um Freitas, leve dois...

O Dr. Paulo Portas saíu da liderança do PP. O Sr. João Almeida continua lá. O mundo está de pernas para o ar! Não há ninguém do PS que leve este menino imberbe que de guerreiro tem pouco?

A Beatriz também é idealista!

Porque é que eu convidei a Beatriz para O Idealista? Por 10 razões:

1 - Porque as mulheres têm uma tendência natural para a organização e esta Casa andava um bocadinho desarrumada.

2 - Porque a Beatriz foi recomendada pelo .

3 - Porque a Beatriz é loira, mas não parece.

4 - Porque é provocadora e este blog tem uma tendência terrorista.

5 - Porque a Beatriz foi recomendada pelo .

6 - Porque teve 17 a Deontologia e só uma idealista é que conseguia tanto num sistema corporativo e desprovido de princípios como a Ordem dos Advogados.

7 - Porque a Beatriz participa em todos os blogs e mais algum e este blog é igual a todos os outros.

8 - Porque a Beatriz foi recomendada pelo .

9 - Porque era das poucas que tinha paciência para me ler.

10 - Porque a advocacia já não é o que era e eu tive que lhe dar uma mão.

O Ilustre também é idealista!

Porque é que eu convidei O Ilustre para O Idealista? Por 10 razões:

1 - Porque O Ilustre não é idealista e é sempre bom ter opiniões divergentes.

2 - Porque O Ilustre pensava sozinho e estamos na Quaresma, pelo que achei que devia ser solidário com os mais desprotegidos.

3 - Porque O Ilustre não gosta do Barnabé.

4 - Porque O Ilustre queria escrever e não sabia como.

5 - Porque O Ilustre pensa bem em relação à esquerda, o que faz com que eu lhe perdoe o que pensa da direita.

6 - Porque O Ilustre não gosta do Barnabé.

7 - Porque O Ilustre é o gajo de direita mais de esquerda (ou o gajo de esquerda mais de direita) que eu conheço.

8 - Porque O Ilustre nunca faria o que fez o Prof. Freitas do Amaral (e nem sequer fica bem nas fotografias).

9 - Porque O Ilustre não gosta do Barnabé.

10 - Porque, depois do texto sobre a esquerda, o Barnabé também não gosta do Ilustre.

Da Câmara Corporativa às Manifestações Anti-Bush (by bsc)

Quando alguém resolve comparar percursos, é bom que tenha a noção do que está a dizer! Comparar o percurso político de Freitas com o de Paulo Portas, pretendendo com isso branquear a inversão de marcha do Professor, é, no mínimo, ridículo!

A Portas, ao contrário do que acontece com Freitas, não se lhe conhece nenhuma passagem por um cargo público durante o Estado Novo (não foi, por exemplo, membro da Câmara Corportativa!), ao contrário de Freitas, e também não entrou e saíu do CDS conforme os seus interesses pessoais o ditavam. Até à presente data também não se desfiliou do seu partido para passar as percorrer todas as capelinhas à sua esquerda, numa sucessão pouco lógica de apoios e desapoios!

O que haverá, então, no percurso político de Portas de comparável à reviravolta ideológica que é Freitas do Amaral? Portas filiou-se na JSD na juventude, porque admirava Sá Carneiro, sendo que com a sua morte se distanciou da social-democracia. Posteriormente criou aquele que foi até hoje o único verdadeiro projecto editorial de direita (assumidamente) em Portugal - «O Independente». Passada a 'aventura' jornalística filiou-se no CDS, partido pelo qual, desde então, deu a cara, lutando, como ninguém, pelo seu êxito. Nota-se um constante posicionamento à Direita ideológica que não me parece que venha a ser posto em causa (embora ninguém esteja livre das maleitas da velhice!).

Por tudo isso é irreal (e um exercício ridículo) tentar comparar o percurso de Portas ao de Freitas do Amaral!
bsc

Wednesday, March 23, 2005

Esquerda e Direita em Portugal - a jovem mediocridade II (by O Ilustre)

O texto que se segue é, claramente, um estereótipo. É óbvio que nem toda a esquerda é assim e é mesmo provável que não haja ninguém à esquerda que consiga ser alvo de todas estas críticas. Este texto procura unicamente criar um retrato, distorcido, que caricature a opinião bem pensante da esquerda e que a faça reflectir sobre as suas próprias contradições. Não há um destinatário único e definido deste texto. Aplica-se à esquerda sociológica e à esquerda política. Esta pequena introdução é aplicável - mutatis mutandis - ao texto que anteriormente escrevi sobre a direita. Pena é que alguns não o tenham percebido. A esquerda é, tal como a direita, fundamental a Portugal. Aqui vai, a bem da Nação e de todos nós.
Por seu lado, a jovem esquerda de Portugal que também pulula na blogosfera é, regra geral, também bastante má. Por outras 10 razões:
(i) Esta esquerda não sente no proletário um irmão. Apesar de bradar aos quatro ventos o seu desvelo pelos mais pobres, a verdade é que essa atitude não parte de uma posição interior de empenho e compromisso efectivo (e afectivo) pelo bem do outro. Não falo aqui do PCP. Nas bases do PCP é possível encontrar este sentimento. Mas no Bloco e no PS ele é quase inexistente. E, na esquerda mais radical, o sentimento motriz da suposta luta pelos mais pobres não é o amor pelos que sofrem. É o ódio pelos ricos. E isto é verdade até no PCP. Por vezes, esta esquerda é até elitista. O que pensa automaticamente, inconscientemente até, esta esquerda, quando lhe é apresentado fulano de tal, que veste fato de treino e vive na Damaia? Dar-lhe-á valor pelas suas opiniões? E o que pensará do jovem normalmente vestido que vive na Av. de Roma? Será capaz de ver nele uma pessoa para além do preconceito de grupo político e cultural?
(ii) Esta esquerda, em especial a do PS, esqueceu-se que a Nação existe enquanto tal. Não tem um projecto para ela, não tem consciência do nosso devir histórico enquanto comunidade e há muito tempo que desistiu de Portugal. Por ela, daqui a 100 anos não existiremos. E o pior é que vive bem com isso.
(iii) Esta esquerda tem falta de espírito democrático. É arrogante, acha que tem sempre razão, tem uma crença infantil e perigosa no vanguardismo do progresso. Não sabe admitir que erra e tem tendência a desculpar ou justificar sistematicamente os erros históricos cometidos na sua área política. Acha que os seus valores e princípios são, à partida, melhores que os dos outros e que, portanto, tudo o que correu mal não foi senão a aplicação errada desses mesmos valores. Não lhes passa sequer pela cabeça que esses mesmos valores possam conter em si sementes de mal. Quer construir uma sociedade à sua imagem e semelhança. Nunca compreendeu que a solidariedade e o amor são valores que não se impõem. Pelo contrário, são valores que se vivem. E, o pior de tudo é que nem sequer dão o exemplo.
(iv) Esta esquerda vê na fé um resquício do passado. Tem uma visão materialista do mundo e não consegue perceber que a fé não tem uma dimensão pública e outra privada. Pelo contrário, é uma realidade que estrutura profundamente cada homem, que o converte e o renova e que tem implicações a todos os níveis da sua vida. Tão-pouco percebe que a fé se vive em comunidade. E que tem implicações na mundividência de cada um que não são separáveis das propostas que cada homem faz para a sua sociedade. E que isto nada tem a ver com proselitismo ou com imposição de verdades religiosas. Além disso, esta esquerda ataca a fé e a sua expressão pública como se se tratasse de uma doença a erradicar. É tempo de esta esquerda perceber que a relação de cada homem com o seu Deus é mais importante do que a política e que, ao contrário desta, é capaz de fazer um homem feliz.
(v) Esta esquerda tem derivas estatizantes. Vive presa à noção de um Estado prestador de serviços, de que não abdica, mesmo quando este os presta mal e com custos incomportáveis. Não percebe que existe Homem e felicidade para além do Estado. Não percebe que o Estado tem vícios e que promove, na prática, a desigualdade. Isto quando não nos nivela a todos pela mesma mediocridade. Para além disso, não percebe que a felicidade de cada um não tem nada a ver com a quantidade de bens materiais de que dispõe ou com os serviços a que pode aceder. Não percebe que o Homem é feliz fora do Estado e independentemente do Estado. Não percebe que é uma tirania o Estado tentar conformar o homem. Não percebe que o Estado deve promover a justiça e o bem comum e não procurar igualizar os homens. De facto, para que percebesse tudo isto, era preciso que se tivesse bom senso.
(vi) Esta esquerda é irresponsável. Não percebe que o Estado não é uma vaca leiteira inesgotável, e que não há almoços grátis. Não percebe que todos pagamos tudo, seja directamente o serviço, seja através de impostos. Acha que o Estado suporta tudo. Propõe irresponsavelmente todas as benesses e mais algumas. A riqueza não cai do céu e é preciso trabalhar para a ter. E não percebe que é justo que um homem goze o fruto do seu trabalho.
(vii) Esta esquerda tornou-se profissional e tecnocrata da política. O eleitor é uma abstracção que se usa, um número numa sondagem. Descolou da realidade, sente-se um engenheiro social ao comando de uma sociedade. Não sente o homem como um cidadão, perdeu - e não foi há assim tanto tempo - a noção da nobreza da política. Alguma desta esquerda sente-se feliz no poder, não a vê como um serviço, deleita-se nas suas mordomias. Não será tempo de aprenderem um ofício?
(viii) Esta esquerda está ainda demasiadamente colada a um falso "espírito de Abril". Apropriou-se do 25 de Abril, viveu três anos em delírio e ficou com saudades da borracheira. Não me espanta a borracheira. Espantam-me é as saudades.
(ix) Esta esquerda lida dificilmente e sectorialmente com a liberdade. De facto, a liberdade é só para algumas coisas. Para as drogas, para o aborto, para o casamento gay. Já para o Sr. João que tem uma pequena empresa e que gostaria de um pouco menos de entraves, e um pouco mais de liberdade na sua actuação, nem pensar. É um perigoso capitalista em potência e, claro, o Estado tem de regular o sector.
(x) Esta esquerda não lida bem com a história. Analisa-a sectorialmente e usa a mais arrevesada das argumentações para justificar Cuba e o seu regime. É uma pena que não consiga deixar de ter dois pesos e duas medidas e que continue a justificar todos os actos pelos fins últimos que estes procuravam. Esta esquerda não percebe a sacralidade do homem, e ao contrário do que diz, não acredita nele. Não consegue ter um projecto que lhe permita enquadrar-se em liberdade numa sociedade responsável.
Depois de tudo isto, um novo abraço de agradecimento ao dono deste blog pelo convite que me endereçou.
O Ilustre

O Ilustre regresso...

Conforme prometido, hoje será publicado o texto do Ilustre sobre a Esquerda. A não perder!...

Barbie Freitas do Amaral

O Prof. Freitas do Amaral refere que «teria pena se o PPE, numa manifestação de intolerância, quisesse controlar e condicionar as opções políticas de cada um». Como bem sabe o Prof. Freitas do Amaral, o Partido Popular Europeu tem por base ideológica a democracia cristã (bem como a denominada Democracia Europeia) e assenta nos princípios estabelecidos há 50 anos por Robert Schuman, Konrad Adenauer e Alcide de Gasperi. Os partidos políticos portugueses representados no Grupo PPE são o PSD e o CDS-PP. O Prof. Freitas do Amaral não percebe ou não quer perceber que a sua opção política tem consequências e que o PPE aceita divergências de opiniões desde que seja respeitado o principal núcleo dos valores que servem de sustento à Democracia Cristã e à Democracia Europeia. O Prof. Freitas do Amaral não pode ser benfiquista em Portugal, mas sportinguista na Europa. O Prof. Freitas do Amaral não pode querer ser presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Direito de Lisboa e, se não o deixarem, criar uma faculdade de direito só para poder ocupar cargo idêntico. O Prof. Freitas do Amaral não pode querer ser uma referência da democracia-cristã em Portugal, aceitando um convite para integrar um executivo socialista. O Prof. Freitas do Amaral devia encontrar-se a si próprio. Quando penso no Prof. Freitas do Amaral, lembro-me sempre das bonecas barbies. Qualquer dia lançam no mercado infantil novos bonecos multi-facetados: o "Freitas Socialista", o "Freitas Democrata-Cristão" (ao que parece vai ser retirado do mercado, por defeito de série), o "Freitas Inimigo do Soares" (outro estragado), o "Freitas Amigo do Soares", o "Freitas do PPE" e até já pensam lançar o "Freitas Presidente da Internacional Socialista"!... Como dizia o outro, "I used to be schizophrenic, but now we're ok".

O homem das mil filiações

O Partido Popular Europeu decidiu suspender a filiação do Prof. Freitas do Amaral, uma decisão consensual ditada por “questões de lógica”. Até aqui tudo bem. Mas pergunto: porque é que o Prof. Freitas do Amaral não pediu a sua desfiliação do PPE antes de ser tomada esta decisão? Ou muito me engano ou estamos perante um novo Luís Filipe Vieira da política, sócio do Benfica, do Sporting e do Porto...

Tuesday, March 22, 2005

Há pessoas com sorte...

O novo Pacto de Estabilidade e Crescimento flexibilizado vem permitir que os Estados-Membros invoquem circunstâncias atenuantes por forma a adiar a aplicação de sanções. Isto significa que o Governo já não tem que recorrer ao famigerado expediente das receitas extraordinárias, podendo ultrapassar o limite de 3% do PIB do défice público. Com esta medida, ganha o Governo do Eng.º Sócrates, mas perde o país. Tendo em conta a tradição despesista do Partido Socialista, arrisco-me a dizer que, com esta almofada, fica em risco o objectivo da consolidação orçamental. E ainda vamos ver este Governo a apresentar défices na ordem dos 6% e a dizer que foi o único com coragem para se bater pela transparência das contas públicas. Assim também eu...

Monday, March 21, 2005

Desconstruindo o estereótipo (by bsc)

O texto que se segue, ao contrário daquele que lhe esteve na origem, não parte de estereótipos nem de visões redutoras. Não parte de preconceitos (na sua verdadeira essência de pré-conceitos), nem de ideias fabricadas. Não toma a parte pelo todo, nem julga o que, de todo, não conhece – a consciência individual de cada pessoa. Compreendo que, por comodidade de análise, seja estimulante criar um ‘boneco’, estereotipado, mas a realidade não pode ser vista assim! Há muitas ‘cores’, muitas diferenças, muitas particularidades, que se perdem neste tipo de análises.
Quanto ao objecto em análise, a ‘jovem direita da bloggosfera’, haveria que determinar, desde logo, que nova direita é essa. Estaremos a falar d’ «O Acidental» (que nos tem dado dos melhores textos sobre o que é a direita e o que esta deverá ser), d’ «A Arte da Fuga», do «Acho Eu», do «Blasfémias», do «No Quinto dos Impérios», da «Mão Invisível», d’ «O Insurgente» ou até mesmo do «Uma Geração às Direitas»? Ou, quem sabe, até do próprio «O Idealista», espaço que utilizou? De que falamos?

Indo aos 10 pontos d’ ‘O Ilustre’:
1. Quando diz que a ‘jovem direita’ é incoerente, fá-lo baseado no pressuposto de que todos somos, ao mesmo tempo, liberais e conservadores. Faz tábua rasa da ideia de que, à direita, podem conviver e coexistir ideologias diversas. Dou-lhe o exemplo do CDS que, desde sempre, assentou em três pilares essenciais (sendo que, ao longo dos tempos, as várias lideranças ora reforçaram um, ora deram prevalência a outro): liberalismo, conservadorismo e democracia-cristã. Convivemos com diferenças de pensamento, sem grandes conflitos. A discussão que, neste momento, se faz, também na Bloggosfera, é a de saber que caminho deverá tomar a Direita em Portugal. Se devemos caminhar para um maior liberalismo, não apenas económico, mas também claramente social – leiam-se os textos do Professor Vasco Rato e do Professor João Marques de Almeida sobre esta questão – ou se, pelo contrário, devemos continuar a ser uma Direita essencialmente conservadora, ou democrata-cristã. Não pretendemos ter Deus e o diabo no mesmo saco. Pretendemos apenas saber que caminho trilhar! Por isso, é uma falácia dizer que a ‘jovem direita’ é economicamente liberal e socialmente conservadora.
2. A ‘jovem direita’ lida com a história com a naturalidade de quem nasceu em Democracia. É totalmente irreal pretender ver na ‘jovem direita’ o saudosismo em relação a um regime que não conheceu! Não temos nenhum complexo contra o 25 de Abril, como não temos nenhum complexo contra o ‘antigo regime’! A maioria das pessoas da ‘jovem direita’ já nasceu em liberdade e em democracia e não sabe viver de outra forma. Mas, como é óbvio, não gostamos do PREC nem do 11 de Março, pelos exageros que representaram. No entanto, para ‘O Ilustre’, como eram exageros de adolescente, não tinham problema! (Não tarda ‘O Ilustre’ diz, como Nuno da Câmara Pereira, que até aos 18 anos os jovens têm o direito a ‘prevaricar’!). Quanto à nossa pretensa atitude de desafio a uma sociedade que julgamos hostil e genericamente de esquerda, tenho a dizer que, mais uma vez, o raciocínio está viciado! A nossa atitude apenas é julgada desafiadora por uma comunicação social, que é tendencialmente de esquerda. Um país em que alguém que anda com uma bandeira do CDS ainda é chamado de ‘fascista’ é um país que tem um grave complexo de esquerda!
3. A ‘jovem direita’ não pretende apropriar-se da fé, sobretudo, porque sabe que a fé é uma vivência individual, uma relação de cada um de nós com Deus! Não pretendemos julgar a fé individual de cada pessoa e, como tal, não admitimos que julguem a nossa. Quanto à instrumentalização, talvez a Igreja apenas apareça ligada à Direita porque, os maiores ataques que sofreu foram directamente infligidos pela Esquerda! E não deixa de ser curioso que, pela mera leitura de Blogs (imagine-se), ‘O Ilustre’ perceba que a fé da ‘jovem direita’ é apenas pública (decerto porque dá jeito e até fica bem!)
4. Quanto ao sofrimento material de 80% da população portuguesa, decerto que os jovens Bloquistas que passam as noites entre o Bairro Alto e o Lux, com um copo numa mão, uma ganza na outra e muitas ideias na cabeça, sabem bem o que é o sofrimento material das pessoas! (Não resisti a seguir os passos d ‘O Ilustre’ na criação de um estereótipo!) Quanto à ‘jovem direita’ (da bloggosfera ou não) que faz voluntariado, que embarca em projectos, um pouco por todo o mundo, dando testemunho da sua generosidade e da sua solidariedade cristãs (porque a têm, genuinamente), só o faz, mais uma vez, porque fica bem! Na verdade defendem o liberalismo, o capitalismo e as elites e quando dão os seus fins-de-semana a quem mais precisa, apenas o fazem porque é ‘bem’! E, para além de tudo o mais, não podemos esquecer que toda a ‘jovem direita’ vive no Restelo ou na Lapa, é abastada, tem vários criados, genealogia que ascende a D. Afonso Henriques e as crianças (invariavelmente louras!) em bons colégios! Como podemos então, nós que temos tudo, entender o sofrimento humano?
5. Essa ideia de classe é fabulosa! Presumo que seja a classe da ‘jovem direita da bloggosfera’ composta por meninos betinhos que moram nas zonas ‘bem’ de Lisboa, que são intrinsecamente liberais, mas que adoram falar dos probrezinhos... E por que será que ser liberal e ser patriota é incompatível? Nos EUA sempre conviveu muito bem o espírito liberal com o mais profundo patriotismo. Mas, lá está, os EUA não são exemplo!
6. De facto, a ‘jovem direita’ não gosta da família e têm vindo da direita os maiores ataques à família! Nem sequer foi um partido de Direita (o CDS) que fez aprovar a primeira Lei de Bases da Família, nem é um partido de Direita (o CDS) que tem vindo a defender, de forma coerente e sistemática, maior apoio à maternidade, seja pelo aumento da licença de parto, seja pelo apoio às mães trabalhadoras, nem foi um governo de Centro-Direita (PSD-CDS) que aprovou uma nova Lei da Adopção e as 100 medidas de apoio à família! A verdadeira defesa da família vem da esquerda, nomeadamente com essa medida fabulosa de apoio à família, e sobretudo às crianças que não chegarão a nascer, que é a despenalização do aborto!
7. Falar de Portugalidade e de Direita, para ‘O Ilustre’ é um contra-senso! Seguindo o seu raciocínio, deparamo-nos, não sem surpresa, com o facto de a Direita, sobretudo a ‘jovem direita da bloggosfera’, ter sérias responsabilidades no processo de descolonização e no que se lhe seguiu! Se formos a ver bem, Portugal apenas não tem um desígnio nacional – género Portugal do Minho a Timor – por causa da ‘jovem direita da bloggosfera’, que não percebe nada de portugalidade, nem vê que é esse o caminho do nosso futuro colectivo!
8. A ‘jovem direita bloggosférica’, para além das crianças louras e da criadagem, adora jogar golf e ficar hospedada em hóteis situados em Parques Naturais! Ambiente? Que é isso???? Nobre Guedes??? Quem foi???? Preocupações ambientais é com os tais jovens das ganzas, que, no intervalo de um copo e outro, lá fazem umas Manifs contra a destruição da camada do ozono!
9. A ‘jovem direita’ dos blogs não tem o menor sentido de solidariedade humana nem de amor ao próximo, até porque vive a fé apenas porque fica bem dizer que é católico. Se alguma vez alguém viu um elemento da ‘jovem direita’ a fazer voluntariado, seja no MSV, no Gasuc ou no Banco Alimentar, que escreva de imediato a ‘O Ilustre’ porque terá assistido a um fenómeno raro!
10. Finalmente chegámos ao ponto fundamental: a jovem direita da bloggosfera tem a ousadia de ser pró-americana e pró-Bush! Renega a sua portugalidade e vende a alma ao diabo só pelo prazer de aparecer na fotografia das Lages ao lado dos grandes deste mundo! O nosso pecado (para além das crianças louras, da criadagem, do BMW na garagem e da falta de solidariedade) é defendermos (todos sem excepção) a doutrina da Guerra Preventiva e gostarmos de Bush! Falar de Cuba, do Irão, da China ou da Coreia são brincadeiras perto de Guantanamo! Só não percebi o que fazem aqui os sulcos do Douro, a não ser que sirva para mais uma acusação à ‘jovem direita’ bloggosférica: o culto do geográfico berço da portugalidade!
Posto isto, cabe agradecer a ‘O Ilustre’ o prazer que foi desconstruir a sua análise sobre a ‘jovem direita da bloggosfera’ (sabendo nós os dois, e muitos outros mais, que a «verdade» sobre a Direita estará algures entre estes dois textos, afinal apenas duas caricaturas a traço muito grosso!) e dizer-lhe que aguardo, ansiosa, pela sua «visão» sobre a esquerda, que espero não se reduza à esquerda bloggosférica, pois corríamos o risco de ter, além do mais, uma comparação de gerações! Uma certeza tenho, porém, se a análise da esquerda partir, igualmente, da Bloggosfera e tomar como referência as opiniões de Ana Gomes no «Causa Nossa», teremos a oportunidade de ler um grande texto!
BSC

Mais um convidado...

Tenho o prazer de receber a visita de uma nova convidada. Trata-se da Beatriz (bsc), do Some Like it Hot. O texto, esse, está perfeito. Ainda bem que não referiu o tema das farmácias...
Obrigado pela visita.
Assinado: Robin da Madeira

Honoré Daumier e o comércio...

Ainda a propósito do lobby das grandes superfícies...

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by Honoré Daumier

Resposta do Carvalhadas

Outra resposta muito boa. Outro blog de referência.

Chá cá faltava...

Corrigi uma falha imperdoável: juntei à minha lista de blogues de referência o Lóbi do Chá.

Direita de resposta

Para os mais distraídos, e no seguimento do texto do Ilustre, aconselho a leitura das respostas da Mary e do Diogo Alcoutim no blog Uma Geração às Direitas.

Sunday, March 20, 2005

Um CD...

The World of Nat King Cole.
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Um vinho...

Château Cheval-Blanc St. Emilion 2000
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"A deep colour of crushed blackcurrants. A rich and complex nose with a bouquet of spice, vanilla, coconut and ripe raspeberries. A clean, fresh attack. Silky tannins melt into an intense, never-ending finish. A very great wine to lay down. It will be one of the greatest of the century." (www.chateau-chevalblanc.com)

Um livro...

"Don Juan", de Gonzalo Torrente Ballester.

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Sinopse:

Andaluz de nascimento, o Don Juan de Ballester começa por desejar ser fiel à sua família e tradições. Acaba, porém, por seguir o seu caminho e hoje passeia por Paris, como outrora por Sevilha, acompanhado pelo seu criado Leporello e perseguido por Sonja. Quatro séculos de aventuras pesam-lhe já sobre os ombros, mas não pode valer-se do descanso eterno, pois estão-lhe igualmente vedadas as penas infernais e a paz celestial. Condenado a viver enquanto alguém acreditar na sua existência, habita a delicada fronteira que separa a realidade da magia, que Ballester atravessa com perturbante facilidade. Neste seu livro, Ballester dá-nos um Don Juan pleno de engenho, descrito por um narrador que, até ao fim, suspeita dos seus enganos.

Friday, March 18, 2005

Ilustre estereotipado

A bem da democracia, dou nota de uma resposta do Hölderlin no Blog Logia ao texto do meu Ilustre convidado. O Ilustre sabe o quanto discordo desta sua opinião estereotipada, mas não deixa de ser meu convidado. E, em minha Casa, o Ilustre poderá sempre dizer o que pensa (mesmo quando pensa mal). Por enquanto, e só por enquanto, mantenho-me na posição de mero espectador. E lá que estou a gostar, estou... Continuo à espera do estereotipado raciocínio sobre a Esquerda. Pode ser que me surpreenda...

Esquerda e Direita em Portugal - a jovem mediocridade I (by O Ilustre)

O texto que se segue não é uma alegoria. É um estereótipo, é certo, e peço que ninguém fique melindrado com ele. Corresponde um pouco a uma imagem que se retira da nova direita da blogosfera. Não se aplica a todos. Mas é uma descrição que procurei forte de uma imagem que fica por detrás de tudo o que se vê. Pelas coisas ditas e pelas não ditas. Pelas escolhas e pelas omissões. Não é um retrato de toda a direita. A direita é, tal como a esquerda, fundamental a Portugal. Para a semana, prometo um texto similar sobre a esquerda. Aqui vai, a bem da Nação e de todos nós.

A jovem direita de Portugal que pulula na blogosfera é, regra geral, bastante má. Por dez razões:
(i) Esta direita é incoerente. Incoerente porque pretende fazer conviver pacificamente um liberalismo económico e político que defende com unhas e dentes com um conservadorismo de ideias e mentalidades, defensor da manutenção de um status quo social elitista e estratificado. Esta incoerência de princípio (que não se traduz na impossibilidade prática de convívio destas diferentes mentalidades) ainda se torna mais gritante quando se quer juntar neste melting pot ideológico um patriotismo de bom tom, defensor da manutenção do tecido económico português, e, para mais, claramente anti-europeista.
(ii) Esta direita não lida bem com a história. Não consegue deixar de pensar que Salazar, no fundo, foi muito bom, que mantinha os comunistas na ordem e que tudo andava sereno e no melhor dos mundos. Não consegue ainda encarar o 25 de Abril com naturalidade nem diferenciar o dia da revolução e a liberdade que esta representou dos meses que se seguiram. Não consegue perceber que o PREC e a descolonização foi o resultado previsível, lógico e natural do envelhecimento de um regime que se fechou cada vez mais sobre si mesmo. Não percebeu que o que se passou foi a adolescência da nossa democracia. Apesar de ir agora perdendo a vergonha de ser de direita (o que é bom), assume-o ainda com pouca naturalidade, como um jovem que precisa de exagerar um pouco no que diz para marcar uma posição, numa atitude de desafio perante uma sociedade que julga hostil e genericamente de esquerda.
(iii) Esta direita lida mal com a fé e, em especial, com o catolicismo. Assim como a esquerda se apropriou do 25 de Abril, a direita pretendeu apropriar-se da Fé cristã. Contudo, tem tendência a apregoá-la como norma, ou como conjunto de normas morais, sobrevalorizando a dimensão pública de vivência da Fé, esquecendo-se da sua dimensão estrutural e fundacional de encontro pessoal com um Deus de amor incondicional. E esquece também muita da radicalidade evangélica que não é normativa, e que só se compreende à luz de uma entrega que nos faz imensamente mais felizes. Para mais, tem uma visão utilitarista da Fé, apropria-se dela para efeitos de combate político e tem sinceras dificuldades em compreender que possm existir católicos de esquerda. Para além disso, adere e fomenta uma Igreja próxima do poder, que luta por ele, que procura conformar a sociedade à sua imagem. Defende também uma Igreja institucional, tradicionalista, defensora historicamente dos grupos sociais mais privilegiados, por vezes até ostentatória. Apregoa a caridade (não num sentido pejorativo, que nunca uso) para a descartar da dimensão de dever de compromisso social pelos que mais sofrem. Vê a caridade como uma opção, nunca como um dever. Ou, no máximo, como um dever de conteúdo profundamente variável e individualista. Por outro lado, no seu crivo selectivo da mensagem cristã, demonstra uma curiosíssima obsessão por determinados temas. Escolhe a mensagem da Igreja que lhe convém. Acolhe esta direita os ensinamentos do Santo Padre sobre a guerra do Iraque ou sobre as consequências práticas do liberalismo económico que vivemos? Não cai no mesmo erro da esquerda, que só ouve o Santo Padre quando lhe convém?
(iv) Esta direita não tem noção da realidade de sofrimento material de 80% da sociedade portuguesa. Muita dela não tem noção do que é apanhar um barco do Seixal para Lisboa todos os dias e do que representa chegar a casa sem ter empregada para tomar conta de três filhos. Não tem noção da vida de dureza das pessoas comuns e não consegue ver o outro como um igual, como um seu irmão. Por vezes, é até elitista. O que pensa automaticamente, inconscientemente até, esta direita, quando lhe é apresentado fulano de tal, que veste fato de treino e vive na Damaia. Conseguirá conviver com esta pessoa sem preconceitos?
(v) Esta direita é uma aliança contra-natura de liberais que não querem saber da Pátria para nada com patriotas que não se ousam afirmar como anti-liberais. É triste ter de recorrer a categorias marxistas para fazer esta análise, mas, de facto, só a classe os une.
(vi) Esta direita não lida bem com o binómio trabalho/família. Apregoando uma cultura de dedicação ao trabalho e de produtividade própria de uma sociedade centrada na produção de riqueza, que tem consequências inegáveis no plano familiar (nomeadamente com o tempo disponível para lazer e para estar com os filhos), entra em contradição flagrante com o seu discurso de apoio à família. A nossa sociedade de matriz mediterrânica precisa efectivamente de tempo e de disponibilidade para a família para ser feliz. O que pensa disto esta direita? Como o compagina com a praxis de grande parte das empresas do sector financeiro em Portugal?
(vii) Esta direita não tem um projecto sério para tornar Portugal viável. Por muito que nos custe admiti-lo, as Nações não são eternas. Só existem enquanto merecerem existir. E, a verdade é que, no pós 74, Portugal, sem os Territórios Ultramarinos, parece dificilmente viável. É urgente mudar isto, para não desaparecermos. Não acha esta direita que é altura de perceber que a portugalidade é uma forma de estar no mundo que o enriquece e que lhe traz um contributo de inegável valor? Não será um crime deixar que a portugalidade desapareça da face da terra? Não está esta direita esquecida das suas responsabilidades?
(viii) Esta direita despreza o ambiente. De facto, e salvo raras excepções, acha que o movimento ecologista é coisa para fanáticos que não gostam de campos de golfe e de hotéis em cima de falésias. É uma pena, mas não tem consciência da importância e da fulcralidade da problemática ambiental nas sociedades contemporâneas. O tempo se encarregará de mostrar que estão errados. A preservação da Terra deveria ser uma bandeira da direita.
(ix) Esta direita lida mal com a solidariedade. Não a encara como um dever e tem sinceras dificuldades em perceber a enorme obrigação histórica e humana que temos perante o terceiro mundo. Esta direita não gosta, como já antes se referiu, de ver a exigência da caridade. Tem mesmo dificuldade em ir à sua etimologia. Às vezes, a caridade é até uma bandeira. De acordo que não deve ser vivida como uma obrigação. Mas da caridade nascem exigências inegáveis muito concretas perante a tragédia dos homens. E isto é esquecido por esta direita, que prefere os objectivos espúrios mas estimulantes de uma real politik aos deveres de solidadariedade para com o resto dos homens. É triste quando se transforma um método num fim em si mesmo.
(x) Finalmente, esta direita renega-se. Renega as suas raízas culturais e ideológicas em troca de um modelo anglo-saxónico que não nos fará mais felizes. Esquece-se de toda a construção sensata, racional, capaz de entender os homens que o tomismo construiu. Esquece-se que somos - em grande parte - latinos e mediterrânicos. Esquece-se que somos o povo das oliveiras, dos sobreiros e dos carvalhos. Que fizemos os socalcos do Douro. Que assim vivemos há muitos anos e que soubemos ser razoavelmente felizes e, até, entre erros e sucessos, dar algumas coisas ao mundo. Mas, o mais grave, é que se começam a aceitar, como racional e razoável, ideias contrárias a todo um acervo cultural de séculos, que procurou distinguir o certo do errado, que procurou limitar o uso da violência e explicar as razões porque os homens se agregam para serem felizes. Compreende-se a maneira como esta direita parece aceitar Guantanamo e a doutrina da guerra preventiva? Já nos esquecemos de Vitória e de Suarez?
Depois de tudo isto, um abraço de agradecimento ao dono deste blog pelo convite que hoje me endereçou.
O Ilustre

O Ilustre convidado

Acabei de receber o artigo do Ilustre para publicar no meu blog. Não concordo com muitas das coisas que são ditas, mas respeito opiniões divergentes. Em comum, temos a mesma visão no que se refere ao aproveitamento que a Direita faz da Fé Cristã. E pouco mais. Trata-se de uma análise estereotipada, mas cuidada, agressiva, mas construtiva, polémica, mas ousada. Espero, ansiosamente, pela análise sobre a Esquerda.

Hoje vou ter um convidado...

O Ilustre não é o Idealista. Mas anda perto.

Thursday, March 17, 2005

PS no seu melhor...

Ainda me estou a rir...

Sou o "Robin da Madeira" das farmácias...

Beatriz, a provocadora

Beatriz, só três pequenas notas:

1 - O robin dos bosques é dos bosques e não da madeira. Quero com isto dizer que o rapaz se chama "Robin Hood" e não "Robin Wood".

2 - Eu não disse que a medida era má. Disse que a medida é inútil.

3 - Fico feliz por ver que, graças ao senhor engenheiro, a Beatriz aproveitou os 5 minutos que poupou quando comprou os seus medicamentos junto com as couves para me responder.

Regresso ao Futuro

O Idealista saúda o regresso de O Estado das Coisas. Bem-vindo, Zé!

Ainda as farmácias

A Beatriz, que muito prezo, vem responder-me no seu blog manifestando ter, a propósito deste assunto, uma opinião contrária à minha. Respeito. Mas não posso deixar de responder.
1 - Diz a Beatriz que eu falo "da saúde pública como se esta alguma coisa tivesse a haver com a venda de medicamentos fora das farmácias". Primeiro, e como é óbvio, a saúde pública tem tudo a ver com a venda de medicamentos fora das farmácias. Presumo que isto seja apenas uma gralha. Do que estamos aqui a falar é apenas de medicamentos de venda livre. E, quanto a estes, o que eu disse é que pode haver um problema de saúde pública caso o legislador não tome as devidas precauções no que se refere ao armazenamento e conservação dos medicamentos. E isto, Beatriz, é inegável.
2 - A Beatriz, ao bom estilo de Maquiavel, vem dizer que pouco interessa que a motivação desta medida seja a pior, desde que o resultado seja o melhor. Os fins justificam os meios. E aqui temos um problema de princípio, que nem sequer vou discutir. O que me interessa referir é que me parece óbvio que o benefício para os utentes não compensa o facto de se retirar 1/4 da facturação às farmácias que é directamente atribuído às grandes superfícies e estações de serviço. Durante anos, os sucessivos governos (com especial predominância do governo do Eng.º Guterres) foram arrasando por completo o comércio tradicional. Agora querem fazer o mesmo às farmácias. E o que é que os utentes ganham com isso? Não têm que esperar 5 minutos para poder comprar a pílula do dia seguinte porque podem fazê-lo ao mesmo tempo que compram o papel higiénico, o sabonete e a fruta. E, como sabemos, esses 5 minutos são essenciais para o bem-estar das famílias portuguesas.
3 - Presumo que a Beatriz já se tenha arrependido de não ter votado no Eng.º Sócrates. Com medidas como esta, o país está assegurado!

Wednesday, March 16, 2005

As Farmácias da Discórdia

O maior disparate que tenho visto na imprensa nos últimos tempos é a defesa das políticas do Eng.º Sócrates no que se refere à disponibilização no mercado de medicamentos de venda livre. Por vários motivos que passo a explicar.

Primeiro, entendo que a forma como a a medida foi apresentada - em pleno discurso de tomada de posse - não é a adequada para o conteúdo da mesma. Esta não é definitivamente a solução para os problemas da saúde em Portugal e o facto de se ter colocado esta questão como uma das novas "paixões" do senhor engenheiro (culpa do próprio, leia-se) não passa de um mero escamoteamento dos verdadeiros problemas que afectam o sector. Conclusão: está encontrado um bode expiatório. E o senhor engenheiro foi logo pegar em quem não devia... Se o Sistema Nacional de Saúde está como está, tal não se deve certamente às farmácias e ao funcionamento das mesmas.

Segundo, fala-se em coragem e ousadia na forma como o novo Primeiro-Ministro se opôs aos lobbies das farmácias. Não posso deixar de demonstrar a minha profunda repulsa por conclusão tão parcial e pouco sustentada. Parece-me óbvio que o senhor engenheiro, ao afrontar o mexilhão - as farmácias -, ganhou o apoio de lobbies bem mais poderosos, que certamente garantirão o financiamento das próximas campanhas do Partido Socialista. A saber: a gigantesca e poderosa indústria farmacêutica - quase que me atrevo a dizer que come as associações farmacêuticas ao pequeno-almoço -, as grandes superfícies - a esta hora, Belmiro de Azevedo deve estar a esfregar as mãos de contentamento -, e o lobby das estações de serviço - em minha opinião, um dos principais beneficiados com esta medida, caso se permita a sua participação no negócio.

Terceiro, entendo que a venda em supermercados e estações de serviço de medicamentos de venda livre, além de potenciar eventuais situações de perigo para a saúde pública - a ver vamos o que irá prever a nova legislação relativamente ao armazenamento e conservação de tais produtos -, pouca utilidade trará para os utentes, que se sentem mais confortáveis em consultar o farmacêutico no que se refere à compra de medicamentos, sejam eles quais forem. E não é assim tão difícil, sobretudo nos centros urbanos, encontrar uma farmácia de serviço.

Não se trata de uma má medida. Trata-se de uma medida inútil.

Tuesday, March 15, 2005

Parabéns!

Uma Geração às Direitas faz 1 ano! Deus escreve Direitas por linha torta...

Importa-se de repetir?

"José Sócrates vai ter de usar todo o seu mau feitio para dar tau-tau aos meninos de Direito de Lisboa que fecharam a faculdade a cadeado porque os maus dos professores lhes marcaram exames de dois em dois dias" - António Ribeiro Ferreira, in Diário de Notícias

Friday, March 11, 2005

O Prof. Freitas do Amaral e o epíteto de psicopata

Aos mais susceptíveis, informo que, ao contrário do que por aí se diz, não concordo que o Prof. Freitas do Amaral tenha precisado de matar, pisar, espoliar, esbulhar, vender a mãe e a própria alma ao diabo para fazer parte do Governo socialista. Não comento boatos e, sobretudo, não os alimento. A expressão "psicopata" com que frequentemente brindo o Prof. Freitas do Amaral é utilizada no seu sentido mais carinhoso, i.e. no sentido de que o Prof. Freitas do Amaral, por lapso ou talvez por desleixo, perdeu em Nova Iorque a sua coluna vertebral e, na iminência de se desconjuntar, agarrou-se ao que podia: o socialismo que estava perdido na gaveta de Soares. O Prof. Freitas do Amaral - ou o psicopata, como preferirem - não tem culpa de ter sido convidado para o Governo dos Independentes do Eng.º Sócrates.

Maioria absoluta do PS ou maioria absoluta do Eng.º Sócrates?

A pergunta que aqui faço prende-se com o facto de este Governo estar pejado de independentes, o que, do meu ponto de vista, merece - e, mais do que isso, exige - uma análise cuidada. Com efeito, se o país deu uma maioria absoluta ao Partido Socialista, porque é que o Eng.º Sócrates tem que recorrer a quadros extra-partidários para formar o Governo? Desde logo, parece-me que estamos perante um problema de "legitimação" - com contornos diferentes do Governo de sucessão do Dr. Santana Lopes, é certo, mas que não deixa de ser assinalável. E esta questão prende-se necessariamente com o regime político semi-presidencialista português - a meio caminho entre o presidencialismo americano e o parlamentarismo britânico - em que o Primeiro Ministro, que é o Chefe do Executivo, tem o apoio da maioria do Parlamento. Ora, a pergunta que deve ser colocada neste âmbito é a de saber se nas eleições legislativas votamos no líder partidário ou na própria estrutura partidária. Parece óbvio, dado não estarmos perante um clássico sistema presidencialista, que quem vence as eleições é o partido e não o seu líder. Daí advém a ilegitimidade (no sentido factual do termo, e não em sentido técnico-jurídico) deste Governo, do Governo do Partido Socialista. Se todos os partidos optassem por Governos formados por independentes seria totalmente indiferente - excepção feita ao Chefe do Executivo - votar nuns ou noutros. O excessivo recurso a independentes faz com que a lógica se encontre subvertida e os eleitores possam sentir-se defraudados.
Outra conclusão a tirar prende-se com o facto de o Partido Socialista ter por tradição formar Governos com recurso a independentes (quando não o faz recorrendo a ex-líderes partidários, como foi o caso do Prof. Sousa Franco e sucede agora com o Prof. Freitas do Amaral, o psicopata). O PS é historicamente um partido desprovido de quadros para o efeito, não conseguindo formar Governos apresentando soluções credíveis e competentes com os militantes de que dispõe.
Finalmente, do problema de "legitimação" deste Governo resulta claro o facto de o mesmo poder vir a ser incontrolável pelo Chefe do Executivo. Por regra, como bem o provou o Prof. Sousa Franco nos tempos do Eng.º Guterres, os Ministros independentes trilham o seu próprio percurso independentemente das políticas do Governo e, sobretudo, independentemente das orientações ideológicas do Partido que serve de sustento parlamentar ao Executivo. E este problema acentua-se mais quando estamos perante alguém que acha que o seu currículo tudo justifica, como é o caso do psicopata Prof. Freitas do Amaral. O Eng.º Sócrates não controla - nem poderá controlar - metade dos membros do seu Governo. O que é grave.
Claro que estas considerações têm sempre o outro lado da moeda. E, neste caso, podemos sempre dizer que mais vale meio PS do que um PS por inteiro. Mas isso são contas de outro rosário...

Thursday, March 10, 2005

Tomada de posse

De acordo com notícias recentes, a cerimónia de posse do XVII Governo Constitucional vai terminar sem cumprimentos do público. Não me surpreende...

Obrigado também...

Obrigado também ao Flavius do Devaneios Lusos, leitor assíduo e sempre atento do Idealista. Não podia deixar passar esta omissão... Mea culpa!

1.000 obrigados!

O Idealista chegou às 1.000 visitas em 9 dias. Não é extraordinário, mas é de assinalar! Obrigado a todos os leitores, em especial ao Crack, aos membros do Arte da Fuga, à bsc, ao Filipe Vasconcelos Romão, ao Rodrigo Moita de Deus, à Smurfit, aos membros do Berra-Boi, ao Hölderlin, aos membros do Insurgente, aos membros do Blasfémias, ao Ávido, ao Político e aos membros do Insurgente, ao Fundamentalista (ainda está a criar o Blog) e a todos os anónimos que me deixaram mensagens de apoio. Se me esqueci de alguém, peço desculpa. Obrigado também ao Eng.º José Sócrates, ao Prof. Freitas do Amaral, ao Barnabé e ao Padre Serras Pereira pelos posts que me proporcionaram.

Ainda o Prof. Freitas do Amaral

Se a comparação de Bush a Hitler seria motivo para deixar cair um Ministro (alguém duvida?), sobretudo com a pasta dos Negócios Estrangeiros, não será também motivo para não convidar alguém para o cargo?

Wednesday, March 09, 2005

O Manolo, os Americanos e os soldados-que-não-são-estúpidos-mas-que-se-enganam

Ao Acidental Rodrigo Moita de Deus, aconselho especialmente a série "24", Parte II, em que o taxista Manolo foi, ao que parece, o argumentista. Falam naquelas rebuscadas teorias da conspiração em que - imagine-se! - existem agentes infiltrados na própria Administração. E já agora pergunto: a teoria da bala única que matou o Kennedy também é do Manolo?
Depreendo da sua teoria, meu caro Rodrigo, que os Americanos não são estúpidos ao ponto de deixar a jornalista sair ilesa se de facto a quisessem matar. Mas já admite que são estúpidos ao ponto de dispararem 300 tiros contra o carro que a transportava, porque... se enganaram! Brilhante, caro Watson... Nem o próprio Prof. Freitas do Amaral faria melhor.

Freitas do Amaral - Crónica de uma Morte Anunciada

Porque é que o Prof. Freitas do Amaral não foi uma boa escolha para liderar a diplomacia Portuguesa? Por três motivos essenciais: por Portugal, pela posição de Portugal face à Europa e pela posição de Portugal face ao mundo.
Senão vejamos.
A nível interno, o Prof. Freitas do Amaral é odiado pela Direita e será certamente criticado pela esquerda. Os motivos do ódio são sobejamente conhecidos. Quanto à sua vulnerabilidade perante a esquerda parlamentar, parece seguro afirmar que as críticas surgirão com muita facilidade, quanto mais não seja pelo seu passado ligado à própria génese da democracia cristã em Portugal. Se não houver outro motivo, este será fundamento suficiente.
No que se refere ao segundo motivo - a posição de Portugal face à Europa -, basta lembrar que o Prof. Freitas do Amaral foi presidente do Conselho Português do Movimento Europeu, conhecido pela sua forte tradição federalista. Numa altura em que se discute a Constituição Europeia e a bondade da mesma, seria importante que, ainda que a aprovação da mesma seja dada por adquirida, o representante da diplomacia portuguesa pugnasse pela defesa dos interesses nacionais, dignificando o País e salvaguardando a existência de uma política externa independente das políticas externas espanhola e do eixo Paris - Berlim. Ou seja, não me repugna que a posição de Portugal face a determinadas matérias - pelo menos as essenciais - seja idêntica à da Europa, se a mesma se justificar por si só. O que me repugna é que Portugal assuma posições de seguidismo face aos restantes parceiros europeus, servindo de mero ventríloco na defesa de interesses que não são os seus. Esses laivos de federalismo, dispenso!
Finalmente, com a escolha do Prof. Freitas do Amaral para MNE, Portugal enfraquece decisivamente a sua posição face ao resto do mundo. Não sou propriamente um anti-americano. Como referi, não sou especialmente adepto de seguidismos e, confesso, esta moda anti-americana que assolou a Europa de lés a lés até me irrita. Mas também não sou propriamente um adepto do american way of life e da típica política maniqueísta dos cowboys, reconhecendo até que, no plano civilizacional (muito por força da nossa longa génese cristã, alicerçada na doutrina social da Igreja), a Europa está uns quantos passos à frente. Agora o que não posso admitir é que o nosso arauto da política externa tenha espasmos de insensatez e de muito mau gosto, comparando Bush a Hitler (por muitas explicações que dê, nada justifica a comparação), os conselheiros de Bush ao fascismo italiano e ao nazismo alemão, e os "pobres" prisioneiros taliban e guerrilheiros da Al-Qaeda aos martirizados judeus do holocausto. A isto chamo insensatez, que, decididamente, não é uma das principais características que se exigem ao representante máximo da diplomacia de um país civilizado. Admito isso em Saramago (que nem se ouve de tão longe que está), admito isso em Hugo Chávez (que faz jus ao epíteto de ditador) e admito isso em Fidel Castro (que não passa de um guerrilheiro forçado a ser político). Mas não admito isso de um Ministro de Portugal. Devolvam-lhe a fotografia do Caldas, mas, pelo amor de Deus, não se esqueçam de juntar no envelope a sensatez há muito perdida, a sensatez que o Prof. Freitas do Amaral guardou na gaveta quando, há pouco tempo, de lá retirou o socialismo de Soares.

Freitas, Bush e os Nazis

A não perder. Eis um excerto da política diplomática de Portugal para os próximos anos.

Indonésia e Timor-Leste criam Comissão Verdade e Amizade

A Indonésia e Timor-Leste criaram uma comissão de amizade, noticia o Público. De facto, o mundo já não é o que era. Se isto continua assim, qualquer dia ainda vemos o Prof. Freitas do Amaral num Governo socialista. Cruzes!

Tuesday, March 08, 2005

Há erros e erros...

No mínimo preocupante. É assim que descrevo a situação criada em volta da jornalista italiana Giuliana Sgrena. Não compreendo como é que a comunidade internacional - falo sobretudo dos membros da NATO e tradicionais aliados dos Estados Unidos - não reagiu publicamente e com veemência ao sucedido. A caricata e infeliz situação não me parece de todo defensável. A coluna de automóveis em que seguia a jornalista circulava a 40 km/hora (!), ao que se sabe não houve qualquer tipo de resistência a assinalar e foi alvo de 300 tiros - imagine-se! - durante cerca de 10 a 20 minutos. A acrescer a isto, o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Gianfranco Fini, afirmou hoje que as forças norte-americanas tinham sido informadas da operação de libertação de Giuliana Sgrena! Mas ainda há mais: o agente dos serviços especiais italianos que liderou a operação foi morto ao fazer escudo com o seu corpo para proteger a jornalista, o que demonstra bem o alvo dos disparos. Não quero abordar a questão da intervenção norte-americana no Iraque. Mas há erros e erros. E este parece-me demasiadamente forçado e incrivelmente estúpido. Tão estúpido que me custa a acreditar na bondade dos soldados norte-americanos (e sobretudo nas respectivas chefias que ordenaram o que poderia ter sido um autêntico massacre). Preocupa-me ainda mais o facto de a jornalista ter estado a fazer um trabalho sobre os refugiados de Falluja. Sem querer entrar em teorias da conspiração, lembro apenas que, em Novembro de 2004, Falluja foi alvo de uma operação em grande escala dos marines norte-americanos. E nesse tipo de operações há sempre danos colaterais. E tal como os erros, há danos colaterais e danos colaterais. Pode ser que estes também tenham sido demasiadamente forçados e incrivelmente estúpidos...

Blog Logia

Diferente abordagem, mas muito bom. Blog Logia. A não perder!

Monday, March 07, 2005

Sócrates maçador

Descobri que José Sócrates é natural de Vilar de Maçada. Agora percebo tudo! Que maçada...

Ainda o novo Governo

Primeiro pensei em fazer uma análise séria e completa da composição do XVII Governo Constitucional. Depois, descobri que, antes de mim, já Henry Kissinger havia manifestado a sua opinião sobre o mesmo, de forma concisa e escorreita: "Ninety percent of the politicians give the other ten percent a bad reputation". Optei por ficar calado...

Novo Governo

O novo Governo foi apresentado. Um pequeno comentário: se o PS obteve maioria absoluta, para quê uma coligação governamental com os independentes?

Sunday, March 06, 2005

Pela Presidência (anual) da Assembleia Geral das Nações Unidas, vejam o que já passou desde Freitas do Amaral:
50.ª Sessão - 1995 - Diogo Freitas do Amaral (Portugal)
51.ª - 1996 - Razali Ismail (Malásia)
52.ª - 1997 - Hennadiy Udovenko (Ucrânia)
53.ª - 1998 - Didier Opertti (Uruguai)
54.ª - 1999 - Theo-Ben Gurirab Namíbia)
55.ª - 2000 - Harri Holkeri (Finlândia)
56.ª - 2001 - Han Seung-soo (República da Coreia)
57.ª - 2002 - Jan Kavan (República Checa)
58.ª - 2003 - Julian Robert Hunte (Santa Lúcia)
59.ª e actual sessão- 2004 - Jean Ping (Gabão)
As coisas valem o que valem...

Friday, March 04, 2005

Santana Nunca acaba (irónico, não?)

Numa altura em que as notícias falam do regresso do Dr. Santana Lopes à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, o "Santana Nunca! Por Portugal!" anuncia o seu processo de fusão com "O Socialista". Três comentários. Primeiro, presumo que o Filipe Vasconcelos Romão seja um fervoroso apoiante do Dr. Santana Lopes à frente do executivo camarário de Lisboa. Segundo, acho que este processo de fusão foi pouco transparente. Terceiro, aguardo com alguma expectativa o pontapé de saída do "Sócrates Nunca! Por Portugal!"... perdão, d' "O Socialista".

Thursday, March 03, 2005

D. José Policarpo: anúncio do padre Nuno Serras Pereira não reflecte posição da Igreja

No seguimento de um texto anterior, congratulo-me pela rápida resposta do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo. Haja alguém que ponha ordem neste vendaval de falta de bom-senso.

Venda da Lusomundo ainda agita

A Prisa veio dizer que a venda da Lusomundo "não foi transparente". A Prisa é espanhola. A venda de empresas espanholas nunca é transparente quando concorrem empresas portuguesas. Mas compreendo a posição deles. Estavam habituados ao Ministro Pina Moura...

Women on Waves: Supremo mantém decisão favorável ao Governo

De acordo com uma notícia publicada no jornal Público, o Supremo Tribunal Administrativo não vai analisar o recurso interposto por associações pró-aborto por causa da decisão governamental de proibir a entrada em águas portuguesas do barco da organização holandesa Women on Waves. Fascistas! Devem achar que sabem alguma coisa de Direito...

Wednesday, March 02, 2005

Obrigado, Rodrigo da "cara amiga".

Um especial agradecimento ao Acidental Rodrigo Moita de Deus pelas suas simpáticas palavras. E, já agora, pela categoria em que me insere... Não sei se mereço tanto! Ou muito me engano ou ainda o vou ver a mudar de camisola e a passar para o grupo dos Idealistas. Se os Acidentais deixassem, claro está!

Padre recusa dar comunhão aos católicos que usam métodos contraceptivos

É triste, mas é verdade. O Padre Nuno Serras Pereira veio invocar o cânone 915 do Código de Direito Canónico para, "na impossibilidade de contactar pessoalmente as pessoas envolvidas", lhes dar conhecimento público de que "está impedido de dar a sagrada comunhão eucarística a todos aqueles católicos que manifestamente têm perseverado em advogar, contribuir para, ou promover a morte de seres humanos inocentes". A saber: todos os que usam métodos contraceptivos, que recorrem à reprodução assistida ou que aceitam a actual lei em vigor sobre o aborto. Em relação a tamanha aberração, só tenho um único comentário. Sendo Católico, entristecem-me tais posições de manifesta provocação e de total alheamento da realidade. Primeiro, porque me irritam interpretações decadentes das leis canónicas. E depois porque me regugnam quaisquer aplicações das mesmas que não tenham a mínima relação com os princípios orientadores da doutrina social da Igreja. É através da comunhão que os Católicos manifestam, para com a respectiva comunidade, a sua mais profunda espiritualidade. É através da comunhão que os Católicos mais se aproximam de Jesus. Como refere o Santo Padre, “a Eucaristia não é expressão de comunhão apenas na vida da Igreja; é também projecto de solidariedade em prol da humanidade inteira… O cristão, que participa na Eucaristia, dela aprende a tornar-se promotor de comunhão, de paz, de solidariedade, em todas as circunstâncias da vida. A imagem lacerada do nosso mundo, que começou o novo milénio com o espectro do terrorismo e a tragédia da guerra, desafia ainda mais fortemente os cristãos a viverem a Eucaristia como uma grande escola de paz, onde se formem homens e mulheres que, a vários níveis de responsabilidade na vida social, cultural, política, se fazem tecedores de diálogo e de comunhão” (Carta Apostólica “Mane Nobiscum Domine”). Face a isto, custa-me aceitar que tais Católicos - e falo apenas daqueles que usam métodos contraceptivos, que recorrem à reprodução assistida ou que aceitam a actual lei do aborto - sejam liminarmente excluídos da participação no Sacramento da Eucaristia. Não há justificação para tanto. Esta não é a minha Igreja. Este não é o meu Credo.

Estados Unidos acusam a Síria de apoiar a Jihad Islâmica

Eis o pretexto. Depois não digam que eu não avisei...

Tuesday, March 01, 2005

Ai Barnabé, Barnabé...

Está tudo dito quanto ao senhor (com letra minúscula, note-se) Nuno Sousa. Faço minhas as palavras do Fernando Albino. Razão tinha o Rodrigo Moita de Deus no seu "manifesto marinho anti barnabé de finíssimo recorte literário" (Novembro de 2004, in O Acidental).

EUA: Supremo considera inconstitucional pena de morte para menores de 18 anos

Que comecem por algum lado! Agora acho fantástico o reconhecimento implícito de que os menores de 18 anos têm mais direito à vida que os outros. E é de notar também que, "para além dos Estados Unidos, a condenação à morte de menores de 18 anos tem sido aplicada em poucos países, como o Irão, o Paquistão, a China e a Arábia Saudita". Belo grupo! Ils sont fous ces Américains...

Líbano - Síria: a História repete-se

Enquanto vamos discutindo questiúnculas internas, o mundo inquieta-se com o problema da retirada das tropas Sírias do Líbano, agravado pelo recente assassínio do Primeiro-Ministro Libanês Rafic Hariri. Bem sei que esta questão já dura desde 1990, após o final da guerra civil no Líbano. Mas também sei que os Estados-Unidos, apoiados pela França e, recentemente, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (Resolução 1559), estão a extremar posições. Acho extraordinária a passividade do Conselho de Segurança da ONU face ao incumprimento pela Síria do acordo inter-Libanês de Taef (que previa a retirada das tropas Sírias do leste do Líbano até 1992). Acho ainda mais extraordinária a mesma passividade perante o reiterado incumprimento da Resolução 1559. Chegou-se a falar nos últimos tempos da aplicação de sanções (julgo que por intermédio do Presidente Chirac), mas, invariavelmente, cai tudo em saco roto. Até quando é que vai durar esta lamentável indecisão? Presumo que seja até que os Estados-Unidos decidam intervir sozinhos ou mal-acompanhados. E depois é que aparecem os suspeitos do costume a lamentar o sucedido... Vai uma aposta?
P.S. 1: A mim pouco me interessa saber quem é que está por trás do assassínio do Primeiro-Ministro Hariri. Sejam os Sírios, sejam os Israelitas, ou até mesmo os próprios Libaneses, a verdade é que o problema tem que ser resolvido e as decisões aplicadas.
P.S. 2: Aconselho vivamente a consulta do blog "kallas", de alguém que convive diariamente com este problema.

Obrigado também...

E, já agora, obrigado ao Crack pelos comentários!

Obrigado, Medricas!

Deixo aqui o meu especial agradecimento à Medricas pela mensagem de boas vindas. Do Anão ainda não recebi nada... Medo. Muito medo!

O que vale para uns não vale para outros

Ainda no Público de hoje: "Durão Barroso completa cem dias como presidente da Comissão Europeia". No artigo publicado salienta-se que o referido período "ainda é curto para fazer um balanço da forma como conduz a instituição". Irónico, não? Alguém envia cópia deste artigo ao Presidente Sampaio?

Agora já não chateiam...

O Público noticia hoje que o PS vai viabilizar futuro do Parque Mayer e da Feira Popular. Agora que é Governo, já não precisa de andar a chatear os outros... Haja vergonha!